genetic

Wednesday, March 22, 2006

Um rato geneticamente criado sem sistema imunológico foi desenvolvido para produzir órgãos humanos internos ou externos tais como orelhas. A ausência de um sistema imune assegura que o rato não rejeitará o tecido humano.
Cientistas fazem um molde de um órgão humano, uma orelha, por exemplo, com tecidos biodegradáveis de poliéster ou outros polímeros e então transferem células dos órgãos que desejam e implantam o conjunto no rato. Após desenvolvido o órgão, é implantado no rato que dá um jeito de sobreviver depois que essa orelha é removida.
Da mesma forma, cientistas têm desenvolvido fígados, pele, cartilagem, ossos, ureteres, válvulas cardíacas, tendões, intestinos, vasos sanguíneos e tecidos para mamas com tais polímeros. No entanto, se a ideia de se inverter o procedimento (trocar homens pelos ratos) fosse contemplada, as pessoas iriam dizer que é blasfêmia. Não se pensa nos animais envolvidos e a extensão aonde chegarão estas experiências é incerta. Mudanças somente surgirão quando os cientistas reconhecerem o direito dos animais viverem suas vidas de forma saudável sem que os homens adulterem seus genes.

Thursday, March 16, 2006

· Milho Roundup Ready®
O que é?
É a nova tecnologia para o controle de plantas daninhas em milho. Esta tecnologia consiste no uso do Herbicida Roundup Ready® em pós-emergência sobre híbridos de Milho Roundup Ready®, geneticamente modificados para tolerar ao herbicida.

Como funciona?
O herbicida Roundup Ready® controla as plantas daninhas através do bloqueio de uma enzima chamada EPSPS (uma enzima na via metabólica das plantas que leva à produção de aminoácidos aromáticos necessários para o desenvolvimento de proteínas essenciais a vida das plantas). A enzima EPSPS do Milho Roundup Ready®foi modificada através das mais modernas técnicas da Engenharia Genética, passando a não ser mais bloqueada pelo herbicida.
Está é a única diferença dos híbridos de milho Roundup Ready® com os híbridos de milhos convencionais. Ele permanece com a mesma capacidade produtiva.

Onde essa tecnologia já é utilizada?
Foi lançada comercialmente em 1998 nos Estados Unidos, onde foram plantados mais de 400.000 ha de vários híbridos. Teste estão sendo conduzidos no Brasil e Argentina.

Existem diferenças visuais entre os milhos convencionais destes?
Visualmente não há nenhuma diferença, sendo apenas diferenciado quando aplicados o herbicida Roundup Ready® sobre eles.

Quem regulamenta essas tecnologias?
O uso de qualquer tecnologia desenvolvida pela Engenharia Genética ou pela Biotecnologia no Brasil é regulamentada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Somente após o cumprimento de todas as exigências da CTNBio e do Ministério da Agricultura é que os produtos podem ser lançados no mercado brasileiro.

Salvar as Chitas através da Engenharia Genética
A partir do aperfeiçoamento das armas de fogo, a bela pele malhada da ‘onça africana’ começou a ser muito utilizada na indústria de peles, tendo este sido um dos principais motivos que fez com que o seu número fosse drasticamente diminuindo. Actualmente é considerada na Ásia como uma espécie em perigo de extinção, e nas grandes planícies abertas da África tropical como uma espécie ameaçada. Espantosamente, a maior ameaça para as chitas não é no entanto o homem. Com a evolução dos estudos genéticos, sabe-se agora que em virtude de ser a endogamia muito comum entre elas, as populações de chitas selvagens possuem um alto grau de consanguinidade. Dito de outro modo, as chitas são todas parentes entre si, o que se traduz numa falta de variedade nos seus genes, sendo com efeito o mamífero que tem o mais baixo grau de variação genética. Por este motivo, são particularmente vulneráveis a certas doenças, o que põe em perigo a sobrevivência de toda a espécie. As esperanças de as salvar estão agora postas no aumento da diversidade dos genes, cruzando artificialmente em cativeiro chitas de diferentes continentes, mediante programas de engenharia genética, e restituindo-as depois à Natureza.

Monday, March 13, 2006

O que é engenharia genética?

"Esta é uma tecnologia imperfeita que traz o perigo....O mais preocupante é a imprevisibilidade dos seus resultados"
Dr.Michel Antoniou (Senior Lecturer in Molecular Biology, London)

A engenharia genética permite que cientistas usem os organismos vivos como matéria prima para mudar as formas de vida já existentes e criar novas.
As características de um organismo são determinadas pelo DNA, que se encontra no núcleo de suas células. O DNA contém a informação genética que determina como as células individuais e, consequentemente, o organismo como um todo, será construído, como funcionará e se adapta ao ambiente.
Um gene é um segmento de DNA (Ácido Desoxirribonucléico) que, combinado com outros genes, determina a composição das células. Um gene possui uma composição química que vai determinar o seu comportamento. Como isso é passado de geração em geração, a descendência herda estes traços de seus pais. Desenvolvendo-se constantemente, os genes permitem que o organismo se adapte ao ambiente. Este é o processo da evolução.
A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia e DNA em determinados lugares, inserindo segmentos de outros organismos e reconstrói novamente a sequência. Os cientistas podem "cortar e colar" genes de um organismo para outro, mudando a forma do organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o desenvolvimento dos genes. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afetados.
O aumento da preocupação com a ética e os riscos envolvendo a engenharia genética são muitos. Primeiro porque os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. Segundo porque a engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza – fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.
Quanto mais os genes são isolados de suas fontes naturais, maior é o controle dos cientistas sobre a vida. Eles podem criar forma de vida próprios (animais, plantas, árvores e alimentos), que jamais ocorreriam naturalmente. Na verdade, a industria está a tentar dirigir o curso da evolução por si mesma.
O cruzamento entre plantas escolhidas só é possível quando as mesmas são sexualmente compatíveis.